quinta-feira, 12 de março de 2015

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS
CENTRO DE EDUCAÇÃO
ESPECIALIZAÇÃO EM MÍDIAS NA EDUCAÇÃO
Material Impresso na Educação e Mídia Impressa
Professor Ivanderson Pereira da Silva

Manoel Santos da Silva
Meus amigos vou falar
da educação popular
que merece sintonia
com o que vou contar.

Paulo Freire foi o cara
para ler e refletir
o que disse faz sentido
e nos faz persistir.

Sua escrita a cada dia
marca espaço nas leituras
alcançando liberdade
expressando o pensamento.

na educação popular.
pedagogia do oprimido
se junta com
pedagogia da esperança.

dar liberdade ao ser reprimido
quando tem hábito da leitura
o homem fica sabido.
Muita gente escreveu.

sobre o mestre educador
ganhou prêmios no Brasil
e mais ainda no exterior
Paulo Freire sempre será
nosso grande educador.

Com seu jeito modesto
seu pensamento social
influenciou vários homens
de toda classe social

teve foco nos assuntos
religioso e cultural
sua marca ficou
no campo educacional

Paulo Freire libertário
genial pensador
sempre muito crítico
revolucionou o que encontrou
Verdadeiro professor
Aqui deixamos louvou
Como mestre educador...

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

sexta-feira, 24 de junho de 2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Educação Fiscal - Um outro olhar!

Pessoal,
Esses vídeos exemplificam com alguns itens de onde são retirados os impostos, poderíamos pesquisar com outros itens que utilizamos. Seria uma atividade extra.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Campus Satuba - Gincana São João

Prezados,

No nordeste brasileiro, o forró assim como ritmos aparentados tais que o baião, o xote, o reizado, o samba-de-coco e as cantigas são danças e canções típicas das festas juninas. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_junina).
Acompanhem uma gincana pedagógica que inseriu a dança como um elemento avaliativo, destacando o casal de servidores que tiveram melhor desempenho técnico/artístico.
A música "Flor do Mamulengo". Composição: Luiz Fidelis


Vale a pena assistir.

domingo, 5 de junho de 2011

Indiferença: não podemos conviver

"A indiferença"



Primeiro levaram os comunistas,

Mas eu não me importei

Porque não era nada comigo.


Em seguida levaram alguns operários,

Mas a mim não me afectou

Porque eu não sou operário.


Depois prenderam os sindicalistas,

Mas eu não me incomodei

Porque nunca fui sindicalista.


Logo a seguir chegou a vez

De alguns padres, mas como

Nunca fui religioso, também não liguei.


Agora levaram-me a mim

E quando percebi,

Já era tarde.
(Bertolt Brecht)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ameniza e não muda

Ameniza e não muda - Artigo Jornal O Globo, sábado, 21/05/2011.



Sáb, 21 de Maio de 2011 09:43 .O Brasil é um país de alta criatividade em políticas sociais, com saídas para amenizar, não para mudar a realidade. A criatividade começou na escravidão, ao invés de aboli-la recorremos à Lei do Ventre Livre. Os escravos sexagenários, os velhos, eram libertados, um eufemismo para abandonados. Até a Abolição da Escravatura aconteceu sem oferecer educação nem terra para os ex-escravos e seus filhos. A Abolição foi um eufemismo para a expulsão dos escravos das fazendas para as favelas.

Modernamente também temos sido campeões de imaginação para soluções parciais.

Como o salário não era suficiente para pagar o transporte do trabalhador até o local de trabalho, ao invés de aumento salarial, criamos o vale-transporte, como se fosse um grande benefício social, quando, na verdade, foi um serviço à economia: garantir a presença do trabalhador na fábrica. A regra é a mesma para o vale-refeição. O salário não era suficiente para assegurar a alimentação mínima de um trabalhador, então a solução foi garantir a alimentação do trabalhador, mesmo que suas famílias continuassem sem comida.

Quando a inflação ficou endêmica, ao invés de combatê-la (só enfrentada em 1994), criou-se a correção monetária, que garantia moeda estável para quem tivesse acesso às artimanhas do mercado financeiro, enquanto o povo continuava com seus salários cada vez mais desvalorizados.

Hoje, quando o país vive um apagão de mão de obra qualificada, corremos para fazer escolas técnicas, esquecendo que sem o ensino fundamental os alunos não terão condições de aproveitar os cursos profissionalizantes.

A Bolsa Escola foi criada para revolucionar a escola. Como isso não foi feito, ela se transformou na Bolsa Família, sendo mais uma das soluções compensatórias agregada ao vale-alimentação e vale-gás.

As universidades boas e gratuitas são reservadas para os que podem pagar escolas privadas no ensino básico. No lugar de fazer boas escolas para todos, criamos o PROUNI e cotas para negros e índios. O Brasil melhora com essas medidas, mas não enfrenta o problema e acomoda a população, como se agora todos já fossem iguais. Promovem-se benefícios com soluções provisórias, como se elas resolvessem o problema.

A solução adiada seria uma revolução que assegurasse escola de qualidade para todas as crianças, em um programa que se espalharia pelo país, onde todas as escolas fossem federais, como o Colégio Pedro II, as escolas técnicas militares, os colégios de aplicação das universidades.

Quando a desigualdade social força a separação entre pobres e ricos que se estranham, ao invés de superar a desigualdade constroem-se muros em shoppings e condomínios, separando as classes sociais. Para impedir a convivência de classes, impedimos estações de metrô? em bairros ricos, o que mostra um total desinteresse desses habitantes pelo transporte público.

Falta professor de Física, retira-se Física do currículo escolar. Os alunos não aprendem, adotamos a progressão automática. O Congresso não funciona, o STF passa a legislar. A população fala Português errado, em vez de ensinar o correto a todos legitimamos a fala errada para a parte da população sem acesso à educação. Adotamos dois idiomas: o Português dos ricos educados e o Português dos pobres sem educação; o Português dos condomínios e o Português das ruas. Ao invés de combater o preconceito e a desigualdade, legalizamos a desigualdade.

Ao invés de fazer as mudanças da estrutura para construir um sistema social eficiente, equilibrado, integrado e justo optamos por simples lubrificantes das engrenagens desencontradas da sociedade. Nossas soluções podem até ser criativas, mas são burras e injustas. É a sociedade acomodando suas deficiências. Ao invés de enfrentar e resolver os problemas, nossa criatividade ajusta a sociedade a conviver com eles. E adia e agrava os problemas porque ilude a mente e acomoda a política.


* Cristovam Buarque é professor da Universidade de Brasília e senador pelo PDT/DF

segunda-feira, 30 de maio de 2011

domingo, 22 de maio de 2011

Depoimento da Professora Amanda Gurgel

Depoimento da Professora Amanda Gurgel

Prezados, aqui vocês terão acesso ao depoimento da Professora Amanda Gurgel, o qual silencia Deputados em audiência pública. Depoimento Resumindo o quadro da Educação no Brasil. Educadora fala sobre condições precárias de trabalho no RN/BRASIL.(10/05/2011)


Boa reflexão!

Professora Amanda Gurgel

Prezados, aqui vocês terão acesso ao depoimento da Professora Amanda Gurgel, o qual silencia Deputados em audiência pública. Depoimento Resumindo o quadro da Educação no Brasil. Educadora fala sobre condições precárias de trabalho no RN/BRASIL.(10/05/2011)

http://www.youtube.com/watch?v=yFkt0O7lceA

quarta-feira, 4 de maio de 2011

II CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

II Congresso Nacional de Educação Ambiental

IV Encontro Nordestino de Biogeografia

UFPB - João Pessoa, outubro 2011


Os Caminhos para a Conservação da Biodiversidade

João Pessoa terá o privilégio de sediar, simultaneamente, no período de 12 a 15 de outubro de 2011, dois importantes eventos acadêmico-científicos: O II CNEA - Congresso Nacional de Educação Ambiental e o IV ENBio - Encontro Nordestino de Biogeografia. Os eventos são realizados pela UFPB – Universidade Federal da Paraíba e pautados no tema “Caminhos para a Conservação da Sociobiodiversidade”, subdividido em 24 eixos temáticos, reunindo em temas específicos os trabalhos enviados pelos congressistas para apresentação e publicação.

A Assembléia Geral das Nações Unidades elegeu 2011 como o Ano Internacional das Florestas, enfocando a conservação e o manejo das florestas e a conscientização do papel decisivo que as matas desempenham no desenvolvimento global sustentável. Conservar florestas é um dos objetivos da Biogeografia, de modo a preservar não somente a vida das árvores, e sim manter viva toda a biodiversidade do Planeta, e com ela as sociedades humanas. A Educação Ambiental é um processo que engloba um esforço planificado, envolvendo os diversos setores da sociedade, especialmente a família, as políticas públicas e todos os níveis de ensino, cumprindo papel fundamental para a conservação da sociobiodiversidade e do ambiente em que vivemos.

No II CNEA e IV ENBio são esperados 1800 participantes e as atividades programadas incluem conferências, palestras, lançamentos de livros, oficinas e espaços de diálogos para discussão das proposições apresentadas pelos congressistas. Os 70 cientistas, pesquisadores e educadores palestrantes confirmados são referências nacionais e internacionais em Educação Ambiental, Biogeografia e diversas outras áreas que integram o binômio Sociedade & Natureza.

Informações e Inscrições no site http://www.cnea.com.br/

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Paralização da Rede Estadual de Educação Alagoas

Professores da rede estadual param hoje por reajuste maior


07:44 - 18/04/2011

Da Redação Inconformados com o reajuste de 5,91% anunciado pelo governo do Estado, os trabalhadores da Educação iniciam nesta segunda (18) paralisação de 72 horas 8). O movimento terá início às 9h, com mobilização em frente ao prédio da Secretaria de Estado da Educação (SEE), de onde seguem em marcha até a Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp).

A direção do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) informou que além do reajuste salarial para reposição de perdas acumuladas, os trabalhadores outros 19 pontos de reivindicação. De acordo com a presidente do Sinteal, Célia Capistrano, a pauta refere-se à mudança de faixa dos professores que se capacitaram e fizeram curso superior, agilidade na concessão de aposentadorias e melhorias na estrutura física nas escolas, já que em grande parte faltaria de carteiras a diários escolares.

“O reajuste salarial não é satisfatório, mas temos uma longa pauta de reivindicações para discutir com o governo do Estado. Temos direito de reivindicar melhores condições de trabalho, melhor remuneração e vamos lutar para obter esses direitos, que são garantidos por lei”, frisou Célia Capistrano.

Diálogo

Na última sexta-feira (8), em entrevista ao Tudo na Hora, o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) disse que o anúncio de reajuste para os servidores públicos "não fecha a porta de negociação". No entanto, afirmou que o reajuste de 5,91% foi concedido dentro do patamar possível para o Estado, que não tem como arcar com as reivindicações específicas das diversas categorias de servidores estaduais, em função do limite de gastos determinado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Eu, assim como qualquer outro gestor deste país, gostaria de aumentar os salários dos servidores para deixá-los satisfeitos. Mas, infelizmente, nem sempre isso é possível, como é o caso de Alagoas atualmente. Mesmo assim, estou disposto a dialogar e negociar, como sempre estive”, assegurou.
No final de semana, o Sinteal divulgou nota nos veículos de comunicação, convocando para a mobilização e informando que o clima entre os integrantes da categoria é de revolta, com o que chama de “reajuste de fome” concedido pelo governo do Estado. “Não há como se conformar com a implantação de uma política salarial que despreza o passado de perdas acumuladas”, afirma a presidente do sindicato, Célia Capistrano.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Avaliação do curta metragem "O calango"

Atividade proposta pelo Curso de Especialização em Mídias na Educação - CEDU - UFAL


                                                     Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhj_VgkO2hGJL3p9d8QCvSXWLp837lvf5wSwhfph2zdfplNFmiCiv3PMjXbEd_kI6rzhSwJ4WPspVx0mrtW94oJGC3CZTEmqn0VN7xTuW0oPOgSfyRFvDHCmlbGKJusg2b2rEUEz14IwAM/s1600-h/calango-o-filme.jpg+calango

O calango!




O filme é muito bom. Foi bem elaborado, tanto o roteiro como: fotografia, cenário, áudio, personagens, linguagem, animação e duração. Todos os requisitos que precisamos para elaboração de um curta metragem.



Em poucos minutos os autores conseguiram discutir os aspectos artísticos, com a apresentação das pinturas em garrafas com areias coloridas; os aspectos culturais, mostrando as aptidões da região; o potencial econômico com o turismo; aspectos educacionais e ecológicos, quando mostra que a praia precisa está com as areias livre de lixo como: coco vazio, tampa de garrafa, plásticos e outros.

                                                     Fonte:  viajeaqui.abril.com.br



Para nós professores, fica grande lição para utilizar na sala de aula. Discutindo esses aspectos com os alunos para estimular o questionamento da realidade, perceber as potencialidades que estão ao seu redor, formar um cidadão crítico e engajado na problemática social.



A surpresa deste filme é o fato de ter sido elaborado por alunos de Brasília, mas retratando as paisagens e problemáticas do nordeste. Pois esse tipo de artesanato apresentado logo no início é típico do nordeste. Quando o artesão molda na garrafinha e aos poucos acontece a transformação no cenário do mesmo. Apenas com areia colorida, o artesão consegue transformar sonho em realidade, cabe a cada leitor/observador fazer a sua escolha.



A cena do calango à procura de comida denuncia a fome que muitos sofrem e pouca oportunidade de sobrevivência digna que nosso povo tem. Contudo, o roteirista consegue transformar o que seria trágico em comédia que é a disputa do calango com o grilo pelo alimento/sobrevivência. Essa aventura de forma bem humorada trás uma crítica quanto a sustentabilidade, seja utilizando o exemplo do calando que sofre para alcançar a presa, seja o exemplo do grilo que sofre fugindo das perseguições do seu devorador. Mesmo longe de seu habitat natural consegue mostrar a modificação do ambiente pelo homem.



O filme deixa explícito que podemos utilizar em sala de aula para refletir sobre as ações do homem em relação ao meio ambiente, a natureza nos proporciona produzir o imaginário, a sensibilidade artística pode transformar o sonho em realidade, que devemos preservar a vida fugindo dos predadores, porém não podemos desiste de correr em busca de nossos sonhos.



 (http://www.youtube.com/watch?v=o9GKdUw5EnI)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Plano de Aula

A internet como instrumento de pesquisa para apresentações em sala de aula.

Objetivos
Conhecer os sites de busca para auxiliar a pesquisa (Google, Altavista, Cadê etc)
Utilizar a internet para conhecer os sites de busca
Identifiicar os conteúdos e organizar o trabalho

Passo-a-passo:
Localizar orientações para execução do trabalho no blog manoeleducacao.blogspot.com
Pesquisar nos sites de buscas o conteúdo sobre vida e obra de Graciliano Ramos, mestre inspirador da Literarte 2010 (BCL)
Transferir a pesquisa para um editor de textos
Organizar o texto e salvar

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Graciliano Ramos

"Começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas

com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos

estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei,

ainda nos podemos mexer"



Graciliano Ramos nasceu no dia 27 de outubro de 1892, na cidade de Quebrangulo, sertão de Alagoas, filho primogênito dos dezesseis que teriam seus pais, Sebastião Ramos de Oliveira e Maria Amélia Ferro Ramos. Viveu sua infância nas cidades de Viçosa, Palmeira dos Índios (AL) e Buíque (PE), sob o regime das secas e das suas que lhe eram aplicadas por seu pai, o que o fez alimentar, desde cedo, a idéia de que todas as relações humanas são regidas pela violência. Em seu livro autobiográfico "Infância", assim se referia a seus pais: "Um homem sério, de testa larga (...), dentes fortes, queixo rijo, fala tremenda; uma senhora enfezada, agressiva, ranzinza (...), olhos maus que em momentos de cólera se inflamavam com um brilho de loucura".

Em 1894, a família muda-se para Buíque (PE), onde o escritor tem contacto com as primeiras letras.

Em 1904, retornam ao Estado de Alagoas, indo morara em Viçosa. Lá, Graciliano cria um jornalzinho dedicado às crianças, o "Dilúculo". Posteriormente, redige o jornal "Echo Viçosense", que tinha entre seus redatores seu mentor intelectual, Mário Venâncio.

Em 1905 vai para Maceió, onde freqüenta, por pouco tempo, o Colégio Quinze de Março, dirigido pelo professor Agnelo Marques Barbosa.

Com o suicídio de Mário Venâncio, em fevereiro de 1906, o "Echo" deixa de circular. Graciliano publica na revista carioca "O Malho" sonetos sob o pseudônimo de Feliciano de Olivença.

Em 1909, passa a colaborar com o "Jornal de Alagoas", de Maceió, publicando o soneto "Céptico" sob o pseudônimo de Almeida Cunha. Até 1913, nesse jornal, usa outros pseudônimos: S. de Almeida Cunha, Soares de Almeida Cunha e Lambda, este usado em trabalhos de prosa. Até 1915 colabora com "O Malho", usando alguns dos pseudônimos citados e o de Soeiro Lobato.

Em 1910, responde a inquérito literário movido pelo Jornal de Alagoas, de Maceió. Em outubro, muda-se para Palmeira dos Índios, onde passa a residir.

Passa a colaborar com o "Correio de Maceió", em 1911, sob o pseudônimo de Soares Lobato.

Em 1914, embarca para o Rio de Janeiro (RJ) no vapor Itassuoê. Nesse ano e parte do ano seguinte, trabalha como revisor de provas tipográficas nos jornais cariocas "Correio da Manhã", "A Tarde" e "O Século". Colaborando com o "Jornal de Alagoas" e com o fluminense "Paraíba do Sul", sob as iniciais R.O. (Ramos de Oliveira). Volta a Palmeira dos Índios, em meados de 1915, onde trabalha como jornalista e comerciante. Casa-se com Maria Augusta Ramos.
Sua esposa falece em 1920, deixando quatro filhos menores.

Em 1927, é eleito prefeito da cidade de Palmeira dos Índios, cargo no qual é empossado em 1928. Ao escrever o seu primeiro relatório ao governador Álvaro Paes, “um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928”, publicado pela Imprensa Oficial de Alagoas em 1929, a verve do escritor se revela ao abordar assuntos rotineiros de uma administração municipal. No ano seguinte, 1930, volta o então prefeito Graciliano Ramos com um novo relatório ao governador que, ainda em nossos dias, não se pode ler sem um sorriso nos lábios, tal a forma sui generis em que é apresentado. Dois anos depois, renuncia ao cargo de prefeito e se muda para a cidade de Maceió, onde é nomeado diretor da Imprensa Oficial. Casa-se com Heloisa Medeiros. Colabora com jornais usando o pseudônimo de Lúcio Guedes.

Demite-se do cargo de diretor da Imprensa Oficial e volta a Palmeira dos Índios, onde funda urna escola no interior da sacristia da igreja Matriz e inicia os primeiros capítulos do romance São Bernardo.

O ano de 1933 marca o lançamento de seu primeiro livro, "Caetés", que já trazia consigo o pessimismo que marcou sua obra. Esse romance Graciliano vinha escrevendo desde 1925.

No ano seguinte, publica "São Bernardo". Falece seu pai, em Palmeira dos Índios.

Em março de 1936, acusado — sem que a acusação fosse formalizada — de ter conspirado no malsucedido levante comunista de novembro de 1935, é demitido, preso em Maceió e enviado a Recife, onde é embarcado com destino ao Rio de Janeiro no navio "Manaus". com outros 115 presos. O país estava sob a ditadura de Vargas e do poderoso coronel Filinto Müller. No período em que esteve preso no Rio, até janeiro de 1937, passou pelo Pavilhão dos Primários da Casa de Detenção, pela Colônia Correcional de Dois Rios (na Ilha Grande), voltou à Casa de Detenção e, por fim, pela Sala da Capela de Correção. Seu livro "Angústia" é lançado no mês de agosto daquele ano. Esse romance é agraciado, nesse mesmo ano, com o prêmio "Lima Barreto", concedido pela "Revista Acadêmica".

Foi libertado e passou a trabalhar como copidesque em jornais do Rio de Janeiro, em 1937. Em maio, a "Revista Acadêmica" dedica-lhe uma edição especial, de número 27 - ano III, com treze artigos sobre o autor. Recebe o prêmio "Literatura Infantil", do Ministério da Educação", com "A terra dos meninos pelados."

Em 1938, publica seu famoso romance "Vidas secas". No ano seguinte é nomeado Inspetor Federal do Ensino Secundário no Rio de Janeiro.

Em 1940, freqüenta assiduamente a sede da revista "Diretrizes", junto de Álvaro Moreira, Joel Silveira, José Lins do Rego e outros "conhecidos comunistas e elementos de esquerda", como consta de sua ficha na polícia política. Traduz "Memórias de um negro", do americano Booker T. Washington, publicado pela Editora Nacional, S. Paulo.

Publica uma série de crônicas sob o título "Quadros e Costumes do Nordeste" na revista "Política", do Rio de Janeiro.

Em 1942, recebe o prêmio "Felipe de Oliveira" pelo conjunto de sua obra, por ocasião do jantar comemorativo a seus 50 anos. O romance "Brandão entre o mar e o amor", escrito em parceria com Jorge Amado, José Lins do Rego, Aníbal Machado e Rachel de Queiroz é publicado pela Livraria Martins, S. Paulo.

Em 1943, falece sua mãe em Palmeira dos Índios.

Lança, em 1944, o livro de literatura infantil "Histórias de Alexandre". Seu livro "Angústia" é publicado no Uruguai.

Filia-se ao Partido Comunista, em 1945, ano em que são lançados "Dois dedos" e o livro de memórias "Infância".

O escritor Antônio Cândido publica, nessa época, uma série de cinco artigos sobre a obra de Graciliano no jornal "Diário de São Paulo", que o autor responde por carta. Esse material transformou-se no livro "Ficção e Confissão".

Em 1946, publica "Histórias incompletas", que reúne os contos de "Dois dedos", o conto inédito "Luciana", três capítulos de "Vidas secas" e quatro capítulos de "Infância".

Os contos de "Insônia" são publicados em 1947.

O livro "Infância" é publicado no Uruguai, em 1948.
Traduz, em 1950, o famoso romance "A Peste", de Albert Camus, cujo lançamento se dá nesse mesmo ano pela José Olympio.
Em 1951, elege-se presidente da Associação Brasileira de Escritores, tendo sido reeleito em 1962. O livro "Sete histórias verdadeiras", extraídas do livro "Histórias de Alexandre", é publicado.
Em abril de 1952, viaja em companhia de sua segunda esposa, Heloísa Medeiros Ramos, à Tcheco-Eslováquia e Rússia, onde teve alguns de seus romances traduzidos. Visita, também, a França e Portugal. Ao retornar, em 16 de junho, já enfermo, decide ir a Buenos Aires, Argentina, onde se submete a tratamento de pulmão, em setembro daquele ano. É operado, mas os médicos não lhe dão muito tempo de vida. A passagem de seus sessenta anos é lembrada em sessão solene no salão nobre da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em sessão presidida por Peregrino Júnior, da Academia Brasileira de Letras. Sobre sua obra e sua personalidade falaram Jorge Amado, Peregrino Júnior, Miécio Tati, Heraldo Bruno, José Lins do Rego e outros. Em seu nome, falou sua filha Clara Ramos.

No janeiro ano seguinte, 1953, é internado na Casa de Saúde e Maternidade S. Vitor, onde vem a falecer, vitimado pelo câncer, no dia 20 de março, às 5:35 horas de uma sexta-feira. É publicado o livro "Memórias do cárcere", que Graciliano não chegou a concluir, tendo ficado sem o capítulo final.

Postumamente, são publicados os seguintes livros: "Viagem", 1954, "Linhas tortas", "Viventes das Alagoas" e "Alexandre e outros heróis", em 1962, e "Cartas", 1980, uma reunião de sua correspondência.

Seus livros "São Bernardo" e "Insônia" são publicados em Portugal, em 1957 e 1962, respectivamente. O livro "Vidas secas" recebe o prêmio "Fundação William Faulkner", na Virginia, USA.

Em 1963, o 10º aniversário da morte de Mestre Graça, como era chamado pelos amigos, é lembrado com as exposições "Retrospectiva das Obras de Graciliano Ramos", em Curitiba (PR), e "Exposição Graciliano Ramos", realizada pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Em 1965, seu romance "Caetés" é publicado em Portugal.
Seus livros "Vidas secas" e "Memórias do cárcere" são adaptados para o cinema por Nelson Pereira dos Santos, em 1963 e 1983, respectivamente. O filme "Vidas secas" obtem os prêmios "Catholique International du Cinema" e "Ciudad de Valladolid" (Espanha). Leon Hirszman dirige "São Bernardo", em 1980.

Em 1970, "Memórias do cárcere" é publicado em Portugal.

Bibliografia:

- Caetés - romance
- São Bernardo - romance
- Angústia - romance
- Vidas secas - romance
- Infância - memórias
- Dois dedos - contos
- Insônia - contos
- Memórias do cárcere - memórias
- Viagem - impressões sobre a Tcheco-Eslováquia e a URSS.
- Linhas tortas - crônicas
- Viventes das Alagoas - crônicas
- Alexandre e outros irmãos (Histórias de Alexandre, A terra dos meninos pelados e Pequena história da República).
- Cartas - correspondência pessoal.


Dados extraídos de livros do autor, internet e caderno "Mais!", da Folha de São Paulo, edição de 09/03/2003.
http://www.releituras.com/graciramos_bio.asp acesso em 17 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Memorial

MEMORIAL DESCRITIVO


Mesmo que não percebamos, nossa práxis, como educadores, é para a libertação dos seres humanos, sua humanização, ou para a domesticação, sua dominação.

Paulo Freire

INTRODUÇÃO

O meu primeiro contato com a Educação Profissional foi com o Curso Técnico em Agropecuária, em 1993, quando o iniciei e concluindo em 1995. Nesse período participei de concurso público para o cargo de auxiliar em agropecuária, fui aprovado e tomei posse em janeiro de 1997. Nesse contexto participo interagindo e auxiliando nas aulas práticas de diversas disciplinas do curso técnico. Conclui a Graduação em Letras em 2005, em 2006 fui aprovado em concurso público para o cargo de Professor de Ensino Fundamental e Médio de Língua Portuguesa. No ano de 2007 a Escola que leciono iniciou com a (EJA) Educação de Jovens e Adultos do Ensino Médio e desde então trabalho com essa modalidade.

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL

Minha trajetória profissional tem marca presente tanto na Educação Profissional quanto na Educação de Jovens e Adultos, pois há 11 anos trabalho na Escola Agrotécnica Federal de Satuba e 3 anos com a Educação de Jovens e Adultos na Escola Estadual Profª Benedita de Castro Lima. A Educação está em constante processo de mudanças, percebe-se que há uma retomada para a qualificação profissional dos jovens e adultos de nosso país. Uma das grandes dificuldades para dar continuidade aos estudos são as cargas horárias de trabalhos que os alunos têm e não conseguem acompanhar o processo ensino aprendizagem. Com a EJA, há possibilidades de maior interação com o aluno, no sentido de refletir sobre a prática pedagógica com a sua vivência de mundo.

A formação precisa ser continuada, pois “o dia-a-dia na escola é um locus de formação. Nesse cotidiano ele aprende, desaprende, reestrutura o aprendido, faz descobertas e, portanto, é nesse locus que muitas vezes ele vai aprimorando sua formação”. (CANDAU, p. 144). Quando se trabalha com objetivos práticos do seu cotidiano fica mais fácil a compreensão, um dos desafios superados foi a contextualização de conteúdos por meio de temáticas trabalhadas em sala de aula, como por exemplo: “O curta metragem ‘A velha a fiar’ em relatos de construção de sentidos na produção textual de alunos da Educação de Jovens e Adultos, Ensino Médio”; “Globalização ou mudança de nacionalidade” ambos trabalhos divulgados no banco de relatos do programa da Petrobrás “Curta na Escola” www.curtanaescola.org.br Outro trabalho realizado foi “A experiência como interlocução para a Disseminação da Educação Fiscal na Educação de Jovens e Adultos do Ensino Médio”. Assim, podemos construir argumentos para o rompimento dos muros da escola para o mundo real. Mas é importante perceber que “o processo de formação do professor como profissional reflexivo passa pelo processo permanente de conhecimento na ação, de reflexão na ação e de reflexão sobre a ação” (SCHÖN, 1995). Nesse pensamento, procuro criar nas aulas minha própria ação a partir da reflexão do que é trabalhado.

Dentre as alternativas de formação observa-se que não há um modelo pronto e sim uma construção dessa formação. Para COSTA,

Não existe uma homogeneização de propostas em torno da formação continuada. As políticas de capacitação dos professores geralmente são vistas como forma de melhorar o trabalho. No entanto, procuramos analisar as diferentes terminologias utilizadas quando se trata de formação continuada. Sentimos a necessidade de analisar termos que ainda estão muito presentes no cotidiano dos professores, como reciclagem, treinamento, aperfeiçoamento e capacitação. (S/D)

A formação profissional é necessária para ampliar as concepções de educação, homem e sociedade. Partindo de conceitos próximos da realidade dos alunos, conseguiremos alcançar um diálogo construtivo em sala de aula. Ao participar do II Seminário de Educação Profissional Integrado à Educação Básica, em Maceió-AL, 27 de maio de 2008, percebi a necessidade de estudar a trajetória da educação para jovens e adultos, também pela seriedade que essa temática é conduzida no Estado de Alagoas pelas Professoras Marinaide e Tânia Moura do Centro de Educação da Universidade Federal de Alagoas. Outro aspecto que levo em consideração é participar de atividades do curso profissionalizante na Escola Agrotécnica e Professor de Língua Portuguesa na Modalidade Jovens e Adultos na Escola Estadual Profª Benedita de Castro Lima, onde em 2009 teremos um curso profissionalizante integrado à educação de jovens e adultos, fazendo parte do Projeto Federal Brasil Profissionalizado.

A educação precisa ser privilegiada pelas políticas públicas, pois Vasconcellos (1995, p.19) confirma que a “formação deficitária; dificuldade em articular teoria e prática: a teoria de que dispõe, de modo geral, é abstrata, desvinculada da prática e, por sua vez a abordagem que faz da prática é superficial, imediatista não crítica”.

Sendo a formação continuada uma alternativa para preparação do educador. É importante perceber que “um professor destituído de pesquisa, incapaz de elaboração própria é figura ultrapassada, uma espécie de sobra que reproduz sobras. Uma instituição universitária que não sinaliza, desenha e provoca o futuro encalhou no passado (DEMO, 1994:27).



CONSIDERAÇÕES

O compromisso é fundamental na vida de todo profissional que procura aprender e socializar conhecimentos. É pensando na melhoria da qualidade de ensino que procuro aperfeiçoar-me, essa é uma oportunidade que buscava desde o início dos trabalhos com a Educação de Jovens e Adultos.



REFERÊNCIAS

CANDAU, Vera Maria Ferrão. Formação Continuada de Professores: Tendências Atuais. In: REALI, Aline Maria de Medeiros Rodrigues & MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti (org.) Formação de Professores: Tendências Atuais. Editora Universidade Federal de São Carlos – Rio de Janeiro. 1995.

COSTA, Maria Silvia. A formação continuada de professores (as): concepções e “modelos”. S.d.

DEMO, Educação e Qualidade. Campinas, SP: Papirus, 1994.

SCHÖN, Donald A. Formar professores como profissionais reflexivos. In: COSTA, Maria Silvia. A formação continuada de professores (as): concepções e “modelos”. S.d.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Para onde vai o Professor? Resgate do Professor como Sujeito de Transformação. São Paulo: Libertad, 1995. (Coleção Subsídios Pedagógicos do Libertad; v. l).

De volta ao trabalho!

Olá pessoal,

Estamos retomando nossas atividades de publicação.

Grande abraço, obrigado por nos seguir.

Manoel